No Aconcágua, a forma de obter água muda bastante conforme a altitude.
Nos acampamentos mais baixos, como Confluência e Plaza de Mulas, os guarda parques fornecem água gratuitamente aos montanhistas.
Já durante o caminho entre os acampamentos, é possível encontrar riachos e afluentes do rio Horcones, que geralmente apresentam boas condições de uso. Ainda assim, é importante lembrar que a disponibilidade desses pontos de água depende da temporada, já que alguns anos podem ser mais secos do que outros.
Mesmo quando a água parecer limpa, é recomendável ter algum método de purificação, como pastilhas Clor-in, filtro ou gotas próprias para tratamento. Em montanha, especialmente em áreas com grande circulação de pessoas, a aparência cristalina da água não garante que ela esteja livre de contaminação.
A situação muda acima de Plaza de Mulas. Nos acampamentos Canadá, Nido de Cóndores e Berlín, normalmente não há água líquida disponível. A partir dali, a água precisa ser obtida pelo derretimento de neve. Por isso, um bom fogareiro, panelas adequadas e combustível em quantidade suficiente passam a ser itens essenciais para a segurança e o conforto da expedição.
Ao derreter neve, procure coletar neve limpa, longe de banheiros, trilhas muito pisoteadas e áreas de acampamento. Também vale lembrar que esse processo consome bastante combustível, especialmente em altitude, onde tudo demora mais. Levar uma pequena margem extra de gás pode fazer diferença em caso de mau tempo, atraso na aclimatação ou permanência maior nos acampamentos altos.

Origem da água no Aconcágua: Derretimento do gelo.




